ÓDIO
A moeda é a mesma: intensa, valiosa, disputada, perigosa. De um lado dela, o amor desmedido, apegado, arrebatado e cheio de expectativas. Do outro, o ódio, a decepção, a incompreensão. Às vezes, basta muito pouco para as faces girarem e, o que antes era felicidade e realização, se transforma em rancor, num sentimento amargo e mal resolvido, que prende ao passado. Entre traições, mentiras e ilusões alimentadas, nenhum final pode ser tão infeliz para um amor do que vertê-lo em ódio.A prática e a manutenção da raiva é uma tarefa dura, estressante e ingrata. Mas, convenhamos, em certos momentos é quase impossível não sei deixar tomar por ela. Que o diga eu Patricia Costa, 37 anos. Há dez anos atras, eu tinha um companheiro que viveu comigo a 6 anos, eu fraguei ele com uma colega de trabalho, juntos, na minha própria cama. "Eu não acreditava no que eu via. Eu tinha completa confiança nele, jamais me imaginaria na minha situação tão humilhante quanto aquela e, mais ainda, que ele fosse me proporcionar isso. Julgava-o uma pessoa maravilhosa. A partir daí, fui descobrindo milhares de mentiras dele, milhares de vezes que ele me traiu, com meus amigos sabendo e tudo aquilo me expondo ao ridículo. Mas o pior foi ver aquilo na minha própria cama, na minha casa. Me descontrolei por completo naquele momento, chorei, não gritei,não briguei cheguei por traz dele e disse muito bonito eu trabalhando e vc aqui com ela , ele com a cara mas sínica do mundo me dizia olhando nos meus olhos eu te amo vou te explicar tudo amor , nossa naquela hora eu vi que eu não valia nada pra ele . Ficou uma ferida imensa aberta no meu coração", Chorei muito .Mas Superei!!
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